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Inovação

O processo de inovação do Design Thinking

Quando pensamos em inovação, geralmente vem à nossa mente tecnologias digitais, softwares revolucionários, robôs, drones, foguetes e tudo aquilo que chama muito a nossa atenção com efeitos quase “hollywoodianos”. 

Sobre as pessoas que criaram essas inovações, costumamos imaginar cientistas em seus laboratórios de alta tecnologia ou jovens criando negócios bilionários nas suas garagens ou em seus quartos de faculdade. 

Mas tem algo com o qual, geralmente, não paramos para nos preocupar: como foi o passo a passo, desde ter a ideia inovadora até o resultado da inovação em nossas mãos? 

Quanto tempo demora para um aplicativo disruptivo ser lançado nas lojas de app? Quantas pessoas foram envolvidas no processo de desenvolvimento desse aplicativo? Quais ferramentas e técnicas foram aplicadas até a ideia se materializar? 

Não posso afirmar que tudo o que foi criado nos últimos tempos foi resultado da aplicação de métodos estruturados e do uso de excelentes ferramentas, mas tenho convicção de que pessoas criativas que aplicam processos de inovação bem estruturados e utilizam as ferramentas corretas terão muito mais chances de sucesso. 

Quem você acha que leva a medalha de ouro nas olimpíadas? Um competidor cheio de vontade e determinação (e mais nada) ou um competidor que, além dessa vontade e dessa determinação, usa os melhores equipamentos e aplica a melhores técnicas? 

É sobre esse pensamento que esse artigo trata. 

Quando o nível de competitividade é muito alto, vontade e determinação podem não ser suficientes. 

Design Thinking aplicado aos negócios

Eu tenho formação em engenharia. Como engenheiro, aprendi a resolver problemas considerando o equilíbrio entre três variáveis: Segurança, Eficiência e Economia.

Aplicando esse equilíbrio, para um engenheiro, uma “casa perfeita” é um cubo de tijolos de alvenaria em uma estrutura de concreto armado, pois é Seguro contra desabamentos, é Eficiente para acomodar pessoas no interior e é Barato para construir.

Mas será que isso é suficiente para você querer morar nessa casa-cubo? 

Se a sua resposta for “só quero um teto para me proteger”, provavelmente a casa-cubo é a melhor escolha.  

Mas se você quer um lar para viver, vai pensar em fatores adicionais como conforto, estética, status social e outras variáveis que um engenheiro típico não costuma se preocupar. 

Para isso, precisamos de arquitetos e designers de interiores. 

Se ao invés de estudar Engenharia, eu tivesse estudado Design, teria aprendido que ao invés de me preocupar com as variáveis; Segurança, Eficiência e Economia, eu deveria me preocupar com o equilíbrio entre a Forma e a Função. 

Neste sentido, eu jamais projetaria um cubo para meu cliente, pois a forma desejada, provavelmente, seria outra e a função esperada iria além de um teto para me proteger.

Talvez eu me preocupasse em criar uma casa integrada com a natureza, que fosse afastada de bairros barulhentos. Além disso, minha casa teria vários níveis em um terreno íngreme.

Desejável, possível e viável

É quase certo que ela seria muito cara para construir, se tiver que garantir a segurança suficiente para viver. Além disso, seria muito cara para manter, então não seria muito eficiente.

Entretanto, ela seria altamente desejável.

Quando incluímos a variável “Desejabilidade” na equação para solução de problemas, estamos, mesmo sem saber, criando soluções centradas nas pessoas. 

Agora, a busca não é mais por fatores matematicamente previsíveis como custo, índice de segurança ou eficiência.  

O que buscamos, neste momento, é atender às reais necessidades das pessoas, criando soluções factíveis e que sejam viáveis economicamente. 

Quando pensamos na maneira com que nos deslocamos nos grandes centros urbanos, vemos uma imensa diversidade de meios de deslocamento. 

Podemos ir a pé, de ônibus, de metrô, de bicicleta, de carro, de moto, de patinete, de táxi… 

Em um momento histórico (2009), um empreendedor do Vale do Silício testou uma solução diferente de todas até então. 

Ele quis saber se donos de carros particulares estariam dispostos a ganhar dinheiro agindo como motoristas particulares, levando pessoas desconhecidas em seus próprios veículos.  

Ao mesmo tempo, ele precisava quebrar um tabu ainda maior. Será que pessoas comuns teriam coragem de entrar em veículos particulares, sendo conduzidas por pessoas desconhecidas em carros “à paisana”? 

Pensando desse jeito esse tipo de relação pode parecer bem assustadora, mas você já entendeu que estamos falando da Uber. 

E, hoje, a resposta é simples: sim, estranhos aceitam ser conduzidos por estranhos em carros particulares. 

Três perguntas para conseguir inovar

Tudo isso só foi possível porque as pessoas desejavam se deslocar nos centros urbanos de modo mais rápido e mais barato que outras formas. 

Além disso, com o surgimento dos aplicativos para smartphones, a tecnologia para chamar um motorista particular passou a ser factível.  

Ao mesmo tempo, o negócio pareceu viável economicamente (ou não! Lembre-se que a Uber jamais foi lucrativa!). 

Responda essas três perguntas, exatamente na ordem quem que aparecem: 

1ª) As pessoas querem se deslocar nos centros urbanos de maneira mais rápida e econômica? 

2ª) Existe uma nova tecnologia que permita tornar esse deslocamento mais rápido e econômico? 

3ª) O negócio criado a partir dessa tecnologia, e para essas pessoas, será economicamente viável? 

Se a sua resposta for SIM para todas, você seguiu a sequência da solução dos problemas centrado no ser humano. 

E, se você só avançar para a próxima pergunta depois que validar a pergunta anterior, você criará uma solução baseada na abordagem do Design Thinking. 

design thinking

Design Centrado no Ser Humano

Em inglês, chamamos isso de “Human Centered Design”. No nosso português, traduzimos para Design Centrado no Ser Humano. 

E como a inovação jamais para, em momentos de pandemia causada pela Covid-19 uma nova revolução da mobilidade urbana aconteceu em todo o planeta. 

A partir dessa nova era, quando perguntamos para muitas pessoas como elas preferem se deslocar, uma parte considerável responde que o ideal é não se deslocar! 

Ou seja, a Uber, que em anos anteriores colocou em xeque a maioria dos modais tradicionais como taxis, transportes coletivos e veículos particulares, agora está sendo vencida por outras empresas de “não-mobilidade” como os apps de bancos e de delivery, as plataformas de vídeo conferências como Zoom, Microsoft Teams e Google Meet. Até mesmo na indústria do entretenimento, pelas lives no Youtube e stream de filmes no Netflix. 

As pessoas estão resolvendo seus problemas de mobilidade não se deslocando! 

E responda essas três perguntas: 

1ª) As pessoas querem trabalhar de casa sem precisarem pegar trânsito e sem se expor ao risco de doenças? 

2ª) Existem novas tecnologias que permitem às pessoas trabalharem das suas próprias residências? 

3ª) O negócio criado a partir dessa tecnologia e para essas pessoas será economicamente viável? 

Note que a resposta não é ‘sim’ para todas as pessoas do planeta, mas será ‘sim’ para uma parcela tão grande que vale a pena criar negócios para nesse novo mercado. 

O processo de inovação do Design Thinking

Mas aplicar o Design Thinking para inovação não se limita a responder essas três perguntas. Infelizmente, as coisas não são tão simples assim. 

Além de mudar o modelo mental para colocar o ser humano no centro do negócio (empresas tradicionais não fazem isso de forma espontânea), devemos seguir um processo estruturado e consistente a fim de transformar a boa vontade em inovar em técnica estruturada e com evidências científicas de que estamos progredindo. 

Para isso, a empresa que deu origem a esse pensamento, que culminou na abordagem do Design Thinking, sugere que alguns passos sejam cumpridos. 

A IDEO, criadora do Design Thinking, defende que o diagrama a seguir seja considerado quando vamos inovar criativamente para resolver os problemas das pessoas. 

processo de inovação do design thinking

Neste artigo não vamos, ainda, nos aprofundar em nenhum desses passos, pois ao longo da nossa jornada aqui na Meliva você vai conhecer cada um deles e aplicá-los na prática. 

Então, segure a ansiedade em mudar o mundo depois de ler esse artigo e foque a sua atenção em entender o porquê esses passos existem e o que querem dizer para nós. 

Observando atentamente a imagem anterior, você nota que há três grandes etapas: Inspiração, Ideação e Implementação. 

Essas etapas estão desenhadas de forma que a Inspiração (primeira) e Implementação (última) aparecem em um nível que chamamos de nível concreto. 

Enquanto isso, a Ideação (etapa intermediária) aparece no nível abstrato. 

Sabe o que isso quer dizer? 

Basicamente que a Inspiração (nível concreto) deve ser realizada em contato real com as pessoas, observando ativamente o comportamento das pessoas enquanto tentam resolver seus problemas diários. 

A Ideação (nível abstrato) deve ser realizada de maneira mental, com a sua equipe de inovação reunida para aplicar técnicas e ferramentas de modelagem de ideias e resolução de problemas. 

E, por último, a Implementação (nível concreto) deve ser realizada, novamente, em contato real com as pessoas observadas na etapa da Inspiração. 

Podemos resumir esse pensamento afirmando que o Design Thinking começa e termina no mundo real (concreto). E a parte intermediária acontece no mundo imaginário (nível abstrato). 

Depois de ler tudo isso e refletir o que acabei de apresentar, acredito que você deve estar pensando que isso é um pouco “óbvio demais”. 

Afinal, é óbvio que precisamos observar os clientes antes de criar algo. E é óbvio que devemos implementar nossa criação no mercado. 

Pode até parecer óbvio, mas não é assim que as empresas tradicionais lançam produtos no mercado. 

O modelo clássico de desenvolvimento de negócios lembra muito mais a imagem a seguir: 

processo de inovação do design thinking

O que essa imagem quer dizer é que o processo tradicional de desenvolvimento de negócios e produtos ignora a etapa de inspiração e já começa na Ideação, bem representado pela famosa frase: “Tive uma ideia!”. 

Na fase da Ideação, o “Brainstorm de ideias” acontece antes de analisar as oportunidades. 

E, por fim, ao invés de testarmos experimentos já decidimos lançar os produtos. 

Então, percebemos claramente que o modelo clássico é diferente da abordagem do Design Thinking em vários aspectos, mas o mais evidente é não colocar o ser humano no centro.  

Na verdade, classicamente o ser humano é ignorado no processo tradicional, pois o objetivo é o sucesso da empresa e não do cliente. 

Mas temos que ter bom senso em tudo que falamos. E, com certeza, há centenas e centenas de empresas, em todo o mundo, que nasceram com a abordagem tradicional, seguiram a cartilha dos passos clássicos e, mesmo assim, são grandes sucessos de marca, com produtos excelentes. 

Entretanto, eu resgato uma reflexão que fiz no começo desse artigo, quando disse que hoje, devido à concorrência cada vez mais acirrada, boa vontade e determinação (e um comportamento tradicional) podem não ser suficientes. 

E se o seu concorrente tiver a mesma boa vontade e dedicação que você e, além disso, utilizar um modelo mais inovador para resolver os problemas dos seus clientes? 

Quem vai ganhar essa disputa?

Quer saber mais sobre estratégia, agilidade e inovação? Leia os artigos do blog da Meliva! Visite a nossa página de conteúdos gratuitos e baixe nossos e-books, canvas e templates. Ou, se preferir, ouça nosso podcast no Spotify.

Vandré Sales
Vandré Sales

CEO na Meliva
Design Thinking Specialist.
Professor e especialista em inovação corporativa.
Engenheiro de computação e físico com ênfase em quântica.

meliva.com.br/
21 de maio de 2021/por Vandré Sales
https://meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Artigo-32-Como-e-o-processo-de-inovacao-do-Design-Thinking-1.png 524 780 Vandré Sales https://www.meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Meliva-horizontal-roxo-laranja.png Vandré Sales2021-05-21 15:32:552021-09-08 15:01:36O processo de inovação do Design Thinking
Inovação

Desafio Motivador: razões para criar o seu

Você acorda todos os dias, e se sente motivado a perseguir um objetivo, que vai além do que alcançar um determinado resultado? Quando sai de casa, já no caminho para a empresa, se sente arrepiado só de saber que tem que encarar um desafio maior do que apenas entregar algo feito ou bem feito? 

Neste artigo, vou te mostrar a importância de se construir um Desafio Motivador que poderá mudar para sempre a forma de como você olha para os produtos e serviços da sua empresa. Ao finalizar a leitura, você irá entender o que é e como criar um desafio motivador. 

Se ao acordar pela manhã, mesmo sabendo o que precisa fazer durante o dia para realizar suas atividades, não se sentir motivado, e não estamos falando aqui dos aspectos de ambiente ou salário, algo pode estar errado. Vou te mostrar nesse artigo o porquê isso acontece e como você pode virar a chave. 

Imagina que você é praticante de montanhismo, um alpinista cujo seu maior sonho é “chegar no topo do Everest”, no Himalaia. Acredito que nem eu, nem mesmo você, teríamos a coragem de encarar uma aventura dessa sem ter tido experiência, sem ter escalado outros montes menores, de altura média até os de maior altitude, sem ter conversado com outros alpinistas que conseguiram e os que não, sem ter feito diversas outras escaladas pelo mundo, ter passado por situações de adversidades, riscos, aprendendo a lidar com o clima, identificando sinais de tempestades, lidando com a escassez de ar nas subidas, com os equipamentos corretos e, claro, com o emocional.  

Encarar um risco desse sozinho é pedir para dar errado. Ninguém quer passar pela situação, retratada no filme 127 horas, onde o alpinista americano Aron Ralston (interpretado pelo ator, James Franco) resolve se aventurar sozinho, prática que já realizou por várias vezes, em um cânion localizado em Utah, nos EUA.  

Ao se ver preso em uma fenda por causa de uma grande pedra que caiu e prensou seu braço, ele teve que tomar a decisão de ter que amputá-lo com um canivete para conseguir sobreviver. Se você não assistiu a obra e quer ver, atente-se para as recomendações por ter cenas muito fortes.  

O filme 127 horas nos ensina bastante sobre querer criar e alcançar um desafio, mas com riscos não calculados.  

E essa é a verdade no mercado para muitas empresas, pois elas não fazem melhorias em produtos e serviços em benefício à real necessidade dos seus clientes, mas sim para serem melhores que seus competidores, para não perderem mercado, para aumentarem participação nas vendas e tentar fidelizá-los. 

Criar um verdadeiro desafio motivador, não é olhar para o produto em si, mas é entender “no coletivo”, com os padrões que o mercado mostra, a mudança de comportamento do consumidor, para onde o seu cliente está buscando novas alternativas, novas soluções que aliviam suas dores ou necessidades reais. 

No ambiente corporativo, as empresas desenvolvem seus produtos ou serviços em cima de melhorias do produto anterior ou considerando o cenário descrito aqui, em cima da primeira, da segunda ou da terceira montanha que já foi explorada.  

A verdade é que nenhuma montanha será igual à anterior, ficando quase impossível perceber as reais necessidades e mudanças apenas tomando por base a experiência e a liderança conquistada até então. 

Me lembro que em 2018, em uma competição de empreendedorismo em que atuava como mentor, vi umas pessoas em uma mesa comentando que ficaram impressionadas com o fato de um dos presentes ter descido no prédio onde estava sendo realizado esse evento e ter buscado lá embaixo com um entregador uma quantia de R$100,00 em “espécie” ou dinheiro papel porque ele precisava para pagar um prestador de serviços que não podia receber em conta.  

Aí todos se perguntaram, como assim, seu banco veio te entregar dinheiro aqui? 

Fato esse não isolado, onde comecei a acompanhar diversos outros comentários pela internet e outras pessoas que passaram por situações semelhantes, aí fiquei curioso para entender e, mesmo conhecendo o aplicativo colombiano Rappi, não sabia que eles faziam isso.  

Ou seja, não foram os bancos que criaram essa percepção de experiência junto ao seu cliente, mas sim uma startup que provavelmente identificou essa dor latente no mercado, de: 
 
“levar o dinheiro que a pessoa precisa, onde ela estiver no momento que ela quiser”. Isso sim é um exemplo de um “Desafio Motivador” que as instituições financeiras poderiam ter perseguido para melhorar a jornada dos seus clientes. 

O que é e como criar um verdadeiro desafio motivador para o seu negócio

Entre as principais premissas de uma startup está a sua capacidade de desenvolver produtos ou serviços mais rápidos, mais baratos e com a melhor experiência do que as empresas tradicionais, alterando completamente a forma como nós consumidores olhamos para as grandes marcas que, por muitos anos, nos conquistaram e até nos fidelizaram.  

Porém, da forma como faziam já não conseguem mais.  Seguindo esse raciocínio, vamos fazer um breve diagnóstico sobre o modelo de negócio principal da indústria financeira e da mobilidade. 

Começando pelo setor financeiro, aqui é interessante compreender como a inovação que surgiu impactou em todos os aspectos o modelo de negócio dos bancos de varejo, que apesar de comunicarem que ainda não estão incomodados com o surgimento das “fintechs”, é visível o quão buscaram se adaptar às novas tendências.  

No Brasil existiam cerca de 155 bancos autorizados e em funcionamento de acordo com o Banco Central (2015), entre os representados pela FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos – que engloba os 11 maiores grandes bancos, identificados facilmente nos “Caixa 24 Horas” e ABBC – Associação Brasileira de Bancos (representa os bancos menores), além de aproximadamente 426 Sociedades de Créditos – como as financeiras em geral (Losango, SoroCred, Aymoré…), mercado este que vem sendo absorvido com maestria pelas empresas digitais fintechs.  
 
Veja a imagem abaixo extraída do relatório:  

World Retail Banking Report – WRBR - http://www.worldretailbankingreport.com. 

desafio motivador

Um ano após surgir no Brasil a startup Nubank, em 2013, um dos maiores bancos do Brasil fechou mais de 1000 agências bancárias desde 2014 a fim de enxugar a operação e focar mais na oferta de serviços digitalizados aos seus clientes.  

Até 2014, pegando por exemplo uma pessoa que precisava fazer um empréstimo, a análise de crédito, aprovação e liberação do mesmo poderia durar entre 24 a 36 horas, conforme dados apontados pela ClearSale, além do que se uma solicitação de crédito fosse feita em um banco, só seria possível caso o tomador fosse um correntista deste.  

Atualmente, este tempo reduziu para cerca “minutos” devido a velocidade de inovação e disrupção das fintechs, onde muitos correntistas, até então acostumados apenas com o modelo tradicional das instituições financeiras, começaram a migrar suas contas bancárias para carteiras digitais.  

Conforme o 12º Relatório Mundial sobre Bancos de Varejo (World Retail Banking Report – WRBR - http://www.worldretailbankingreport.com), publicado em 2012 (6 meses antes do surgimento da Nubank)  pela Capgemini Global Financial Services em parceria com a Efma – entidade que reúne mais de 3300 empresas de serviços financeiros de varejo de todo o mundo, apontava que menos de 50% dos correntistas da Geração Y tenderiam a continuar no seu banco de origem, ou seja, muitos pretendiam mudar de banco.  

Mais de 53% dos clientes que se relacionavam com a marca “banco” estavam interessados em apenas dois produtos: ter uma conta simples ou cartão de crédito. No Brasil, atualmente mais de 30% de clientes correntistas estão propensos a deixar seu banco principal, em 2014, essa taxa era de 3.7%. 

Vamos olhar agora para outro segmento, o de transporte. Ou melhor, mobilidade, no Brasil. Há cerca de sete anos, quando os aplicativos de mobilidade urbana individual ainda não eram comuns aqui no país, as pessoas olhavam para o carro apenas como um meio de transporte particular.  

Lembro claramente que quando eu tinha uns 17 anos, em 1996, já ficava sonhando com o meu primeiro carro, qual seria, o que ele deveria ter, enfim todos aqueles desejos de jovens em início de uma jornada profissional. Além, claro, das motivações pessoais. 

Por muitos anos, ter a propriedade de um veículo era sinônimo de status, de mostrar que conseguiu realizar aquele sonho. Nesse sentido, era óbvio que as fabricantes de automóveis, em parceria com as concessionárias e lojas multimarcas, focavam em vender e vender cada vez mais. 

Para a indústria que produzia os veículos, os desafios sempre estavam relacionados à operação do negócio, aos produtos e serviços oferecidos e atender a relação “demanda e oferta”.  

Afinal, imagina o tamanho de uma estrutura, de responsabilidades de investimentos e riscos que alguém pode assumir criando uma empresa nesse segmento e porte? Não é para qualquer um e temos que dar os parabéns. 

Contudo, uma vez que o foco está na fabricação e na operação do negócio, deixaram de olhar para a real necessidade, a verdadeira “dor” do consumidor, a de se deslocar cada vez mais com menos estresse pela cidade de um ponto “A” a um ponto “B” no menor trajeto e melhor custo-benefício possível. Assim, para o cidadão comum, o transporte virou de fato mobilidade. 

A partir desse consenso e do início da oferta de soluções de aplicativo de mobilidade no país, ter a propriedade de um veículo não é mais prioridade. É obvio que aqui não estamos incluindo os clientes de carros de luxo ou esportivos que, sim, é um público que sempre vai existir, mas a grande massa de pessoas que precisam sair de uma origem e chegar a um destino de maneira mais rápida, mais barata e mais eficiente. 
 
Esse pensamento levou as grandes montadoras a começar a olhar para o seu produto não mais apenas como ativo a ser adquirido pelo cliente, mas como serviço. E é fácil perceber isso. Nos últimos três anos, várias fabricantes de automóveis lançaram serviços de aluguel de carros atendendo mercados de nichos direto ao consumidor final, sem a necessidade de seus intermediários, as concessionárias de veículos. 
 
Construir um verdadeiro desafio motivador parte de uma pergunta chave ou mensagem que mostra como é possível oferecer ultra conveniência, algo que o cliente deseja na hora que ele quer, onde ele estiver e de maneira mais rápida, com a máxima experiência e com o melhor custo-benefício. 

Se as empresas começarem a olhar para perguntas assim, irão sim encontrar soluções que atendam às reais necessidades dos seus clientes. 

A partir de agora você conseguirá olhar para os produtos e serviços da sua empresa com outro ponto de vista e conseguirá contribuir para criar os desafios motivadores mais alinhados com a mudança do comportamento do seu consumidor.  

Então, deixo a pergunta: qual é o verdadeiro desafio motivador que a sua empresa precisa olhar nos próximos dois anos para se manter mais competitiva e inovadora no mercado? 

Neste artigo, vimos que pensar em produto e serviços nos dias atuais é ir além de apenas gerar inovações incrementais, e elencar um desafio motivador. É sinal que está se olhando para as reais necessidades do cliente, sempre conectado ao propósito transformador massivo da sua empresa.  

Aprendemos que para criar um verdadeiro desafio motivador é preciso fazer uma pergunta-chave ou transmitir uma mensagem que faça com que o seu time levante todos os dias e sinta-se motivado a persegui-la. 

Quer saber mais sobre estratégia, agilidade e inovação? Leia os artigos do blog da Meliva! Visite a nossa página de conteúdos gratuitos e baixe nossos e-books, canvas e templates. Ou, se preferir, ouça nosso podcast no Spotify.

Paolo Petrelli
Paolo Petrelli

CEO na PontoGet Inovação e Sócio na Meliva
Professor de MBA em Inovação.
Ajudo médias e grandes empresas a tornar seus colaboradores mais criativos, inovadores e produtivos.

6 de maio de 2021/por Paolo Petrelli
https://meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Artigo-33-Desafio-Motivador.png 524 780 Paolo Petrelli https://www.meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Meliva-horizontal-roxo-laranja.png Paolo Petrelli2021-05-06 08:40:122021-09-08 15:01:40Desafio Motivador: razões para criar o seu
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