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Estratégia

Quais projetos devem ser desenvolvidos?

Preciso começar este artigo fazendo algumas perguntas para você. Responda sim ou não para cada uma delas. 

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1) Na empresa que você trabalha, os recursos financeiros são infinitos e você sempre tem acesso à quantidade de dinheiro que pedir para desenvolver algo? 

2) Nesta empresa, há recursos humanos livres a qualquer momento para integrar uma nova equipe de projetos e dedicar seu tempo integral para quaisquer novas ações? 

3) Onde você trabalha não existe restrição de prazos para desenvolver algum projeto e todos vocês têm total autonomia para entregar seus resultados quando decidirem o momento? 

Se você respondeu não para todas as perguntas, você respondeu as únicas alternativas possíveis. 

Não existe nenhuma empresa, em nenhum lugar do nosso planeta, que poderia responder sim para alguma destas questões. E, se alguma responder sim, em muito pouco tempo passará a ter graves problemas de governança. 

Mesmo empresas super capitalizadas financeiramente não podem usar o dinheiro disponível de maneira livre, pois há critérios definidos para cada área. 

Então, se partirmos do princípio de que os recursos para desenvolvimento de projetos são sempre escassos, precisamos saber como decidir quais projetos devem ser desenvolvidos com prioridade. 

Recursos são finitos 

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Da mesma maneira que, na natureza, todos nossos recursos naturais são finitos (sim, eu disse todos!), no mundo corporativo isso também é verdade. 

E, para não deixar minha afirmação sobre os recursos naturais aberta a polêmica, meu argumento para a escassez de todos os recursos vem da minha visão de fluxo de energia que tenho como físico, uma das minhas formações acadêmicas. 

Não pretendo entrar em detalhes técnicos sobre isso neste texto, mas o conceito clássico de recursos renováveis não é bem isso que falam por aí. 

Os recursos são renováveis apenas quando temos acesso às fontes energéticas capazes de restaurar um sistema à sua condição inicial. Esta frase está associada a uma lei fundamental da natureza que chamamos de entropia dos sistemas. 

E, retornando ao mundo dos negócios, é possível fazer uma analogia entre as leis da física e as leis de mercado, afirmando que os recursos disponíveis nas empresas são sempre escassos e, para renovar estes recursos, precisamos despender de muita energia. 

Então, nas empresas, quando nos referimos aos recursos disponíveis, do que se trata? 

Sem delongas: pessoas, tempo e dinheiro, nessa ordem. 

Os recursos humanos 

O recurso mais precioso em qualquer empresa é, e sempre foi, pessoas capazes de pensar, executar e manter. 

As pessoas responsáveis por pensar são as pessoas da esfera estratégica, enquanto aquelas que executam são, geralmente, as pessoas da esfera tática. E, por último, mas tão importante quanto as demais, vem as pessoas que mantém a operação funcionando. Essas são as pessoas da esfera operacional. 

É comum em empresas de pequeno porte, uma única pessoa atuar em todas as esferas. 

Contudo, à medida que as empresas crescem, as pessoas tendem a ocupar esferas mais específicas às suas melhores habilidades. 

Portanto, se não temos as pessoas certas para os projetos certos, estes projetos não serão executados corretamente. 

Assim, nosso mais precioso recurso nas empresas é o humano. 

O que me faz pensar sobre a responsabilidade e o desafio de alguém na empresa que ocupa o cargo de gestor de recursos humanos. Essa pessoa cuida da mais valiosa parte das empresas. Cuida de todos nós! 

O valor do tempo 

E, na sequência, como disse antes, o segundo recurso mais valioso nas empresas é o tempo. 

E sabe por que esse recurso é tão valioso? Porque não há dinheiro que compre o tempo. 

Eu, como empreendedor digital e como professor de física, considero o tempo o recurso mais democrático do mundo. 

Digo isso porque, se considerarmos uma pessoa em condições de total miséria e outra pessoa que ocupa a posição de pessoa mais rica do mundo, ambas têm à disposição a mesma quantidade de tempo (sem considerar fatores da física relativística, que não se aplicam em nosso contexto). 

Além disso, não podem trocar ou negociar seus tempos que são pessoais e intransferíveis. 

Logo, se faltar tempo na empresa, esse tempo não pode ser resgatado. 

Dinheiro para quê? 

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E, por fim, temos o terceiro recurso mais valioso nas empresas que, conforme disse, é o dinheiro. 

Pois sem ele, pessoas não conseguem utilizar seu tempo disponível com a máxima eficiência. 

Portanto, projetos desenvolvidos sem acesso ao dinheiro necessário tendem a serem executados mais lentamente e, talvez, podem, jamais, serem finalizados. 

Tempo é dinheiro?  

Eu não conseguiria seguir adiante neste artigo se ignorasse um dos mais famosos ditados populares do mundo capitalista: tempo é dinheiro. 

Este ditado é classificado pelos filósofos como um sofisma. Afinal, tempo é tempo e dinheiro é dinheiro. 

Mas aproveito o pensamento lançado para te perguntar: 

É possível transformar tempo em dinheiro? 

E, de modo inverso, é possível transformar dinheiro em tempo? 

Eu afirmo que sim, podemos transformar um no outro em qualquer sentido. E esse pensamento é relativamente simples. 

Para transformar tempo em dinheiro, basta usar o tempo para desenvolver projetos que sejam capazes de criar algo que aumente o valor percebido pelo cliente. Assim, este cliente estará disposto a pagar mais dinheiro para ter algo mais valioso. 

Quanto você pagaria por uma semente de um pé de café? 

Quanto você pagaria por um punhado de grãos de café torrados? 

E quanto você pagaria por uma xícara de café expresso? 

A cada novo oferta, precisamos de tempo para gerar mais valor ao produto entregue. 

Dinheiro é tempo? 

E, no modo inverso, como transformamos dinheiro em tempo? 

Contratando mais pessoas capazes de oferecerem seu tempo para desenvolver projetos transformadores. 

Também podemos investir em pessoas capazes de otimizar os processos para serem mais ágeis e econômicos, a fim de entregar o produto em menos tempo e com mais valor agregado. 

Como priorizar os projetos? 

Agora que já sabemos quais recursos devem estar disponíveis para desenvolver projetos realmente transformadores na sua empresa, vem a parte mais difícil, sem dúvidas.  

Quando os recursos de pessoas, de tempo e de dinheiro são restritos, quais projetos devem ou não ser desenvolvidos? Além disso, quais devem ser priorizados? 

Para responder essas perguntas precisamos ter critérios claros e transparentes para todas as pessoas da organização que possam fazer parte de times de projetos. 

Aqui na Meliva, elaboramos um framework para ajudar você a montar esses critérios e definir as prioridades. 

O framework de seleção de projetos 

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Como é possível perceber em nosso framework, tudo começa com as propostas. 

Compreendemos que cada proposta deve percorrer um caminho com diversos filtros. À medida que uma proposta avança nestes filtros, esta se aproxima de uma possível aprovação até ser elevada à categoria de projeto e, dessa forma, ter autorização para ser executada. 

Mas você pode estar se questionando: “Isso tudo não gera ainda mais burocracia e complexidade para o desenvolvimento de novos projetos?”. 

A minha resposta é: SIM! 

Agora, temos mais regras para serem seguidas e chegar até o final é mais rigoroso. 

Entretanto, burocracia não deve ser entendida como lentidão. Da mesma maneira que complexidade não deve ser confundida com dificuldade. 

Na prática, aprendemos que aplicar o framework de seleção de projeto Meliva, reduz o tempo para um projeto ser aprovado ou rejeitado e, ainda melhor, reduz drasticamente a disputa da empresa pelos recursos mais valiosos. 

Assim conseguimos desenvolver projetos de alto impacto com menos pessoas, em menos tempo e gastando menos dinheiro. 

Desconfio que agora você realmente se interessou em saber mais sobre como o nosso framework funciona. 

De onde vêm as propostas? 

Empresas tradicionais tem um comportamento bem similar quando o assunto é receber propostas para novos projetos. Praticamente todos os novos projetos vêm das pessoas que compõem a esfera estratégica da empresa. 

Nesta esfera estão os acionistas, a presidência, as diretorias e alta gerência. 

Assim, podemos dizer que as propostas de projetos de empresas tradicionais são apresentadas em formato top-down. As lideranças apresentam, avaliam e decidem quais projetos devem ser executados. E as pessoas que compõem as esferas tática e operacional executam o projeto de acordo com o escopo definido pelos estrategistas. 

Em nosso framework inovador, entendemos que as propostas podem (e devem) vir de diversos canais: 

Jornadas de inovação, desafios internos na empresa, hackathons abertos para o mercado, ações de open innovation quando a empresa permite que startups se aproximem da organização, dinâmicas de fusões e aquisições de novos produtos ou empresas, e outras possibilidades abertas ao critério da empresa. 

O que são as teses da empresa? 

Se considerarmos que agora as propostas virão de diversos canais, esperamos que duas coisas diferentes aconteçam. 

Primeiramente, esperamos que a quantidade de propostas aumente bastante. 

E, como resultado, acreditamos ver muitas propostas que jamais seriam aprovadas, causando ruído e dificultando a avaliação das demais propostas. 

Para resolver esse problema de propostas que não fazem sentido algum para a empresa devemos definir as teses defendidas pela estratégia da empresa. 

As teses são análogas a uma lista de desejos (wishlist). Porém, ao invés de descrevermos o que queremos, vamos identificar segmentos de mercado e de produtos que temos interesse em avaliar. 

Imagine que a sua empresa atua no setor imobiliário. Nesse setor há incontáveis possibilidades de negócios como aluguéis de imóveis comerciais de terceiros, vendas de loteamento, permuta de terras para agricultura… 

Então, os estrategistas da empresa devem definir as teses que buscam de fato. 

Neste caso, por exemplo, posso imaginar que essa empresa que atua no mercado imobiliário é especialista em imóveis industriais. 

Assim, podemos incluir na tese: terrenos próximos a rodovias estaduais e federais, galpões com grandes vãos livres e plantas industriais desativadas. 

Além dessa visão concreta de bens imobiliários, podemos incluir, em suas teses, conceitos abstratos, tais como: logística semiurbana, otimização de processos comerciais e automação de processos de documentação legal. 

Depois de definida as teses da empresa, já sabemos quais propostas apresentadas em alinhamento com essas teses terão atenção especial, enquanto as outras serão avaliadas somente após as prioritárias. 

Mas, o que acontece se uma proposta passar pelo filtro da tese? 

A vez das anti-teses 

Já afirmo que a palavra anti-tese, assim como está escrita, não é reconhecida pelo nosso dicionário brasileiro. De fato, essa palavra sequer existe. 

Entretanto, preciso escrevê-la assim para que você não confunda com a palavra antítese que se refere a umas das figuras de linguagem da língua portuguesa. 

Além disso, a palavra que usamos não representa o termo contra tese, bastante usado no jargão jurídico. 

Afinal, o que significa, em nosso contexto, a palavra anti-tese? 

Anti-teses são segmentos econômicos, conceitos e valores que nossa empresa jamais aceitaria em uma proposta. 

As anti-teses foram imaginadas por nós para garantir que as propostas que avançaram no filtro das teses não sigam adiante, caso conflitem com algo já previsto pela empresa. 

Neste exemplo, da empresa do setor imobiliário industrial, podemos incluir na lista de anti-teses: imóveis residenciais urbanos, terrenos urbanos próximos a viadutos e cruzamentos movimentados, e galpões sem acesso a um sistema de água tratada. 

Mais uma vez, mostrei exemplos concretos como fatores de decisão. Mas podemos incluir conceitos abstratos nesta lista proibida (deny list), tais como: poluição ambiental, uso de trabalho infantil e maus tratos aos animais. 

Assim, mesmo que uma proposta de um projeto que considere reativar uma planta industrial abandonada tenha sido aceita pelo filtro da tese, é possível que seja rejeitada, pois esta planta não pode operar sem voltar a poluir um córrego nos seus arredores que não possui sistema de tratamento de resíduos. 

Isso tudo nos dá uma sensação de segurança, ao entendermos que uma proposta que seguirá adiante não terá nenhuma dessas armadilhas escondidas. 

O estágio atual da proposta 

Nesta etapa do nosso framework de seleção de propostas, começamos a ter uma noção das dimensões deste futuro projeto, caso seja aprovado. 

Seguindo as terminologias do gerenciamento de projetos, vamos trocar o termo ‘dimensões desse futuro projeto’ por escopo do projeto. 

Acredito que você já ouviu falar, em algum momento da sua jornada profissional, sobre as “caixinhas de ideias” nas empresas. 

Ali, qualquer colaborador ou até mesmo cliente pode depositar uma sugestão de ideia para a empresa executar. 

Na minha opinião, até acho uma iniciativa interessante, mas considero muito mais uma ação de marketing do que uma ação para desenvolvimento de projetos. 

Sabe por que tenho essa opinião? Porque em relação aos possíveis estágios dessa proposta que chegou pela simpática “caixinha de ideias” há 6 níveis mais avançados que essa proposta poderia ter. 

De fato, o estágio da ideia representa o ponto de partida dessa escala. Ou seja, não existe nenhuma proposta mais básica que uma ideia. 

No ambiente de inovação que estou inserido profissionalmente, estamos acostumados a dizer que: “A sua ideia não vale nada. O que vale é a execução.”. 

Então, nos estágios possíveis para uma proposta, quanto mais avançada estiver, mais probabilidade terá em ser aprovada como um projeto. 

Em nível crescente, esses são os estágios que consideramos em nosso framework de seleção de propostas: 

  1. Ideia; 
  1. Problema validado; 
  1. Cliente validado; 
  1. Concierge executado; 
  1. Solução validada; 
  1. MVP lançado; 
  1. Produto disponível. 

Sejamos honestos entre nós! Se você apresentar para seus possíveis patrocinadores de um projeto uma proposta pedindo pessoas, tempo e dinheiro para tirar sua ideia do papel e desenvolver um novo produto enquanto um de seus colegas apresenta uma proposta para implantação de um produto disponível para a empresa, quem deve ganhar acesso aos escassos recursos disponíveis? 

Quando eu faço essa pergunta ao vivo, muitas vezes ouço da outra pessoa a famosa frase que começa com: “E se minha ideia …. [bla bla bla]”. 

Educadamente, escuto até o final e logo depois respondo: “E se ao invés de [bla bla bla] você apresentasse a mesma proposta que idealizou, mas no estágio de produto lançado?”. 

[som de chicote estalando no ar] 

O nível de inovação da sua proposta 

Vamos considerar que a proposta que veio lá de cima conseguiu passar pelos filtros da tese e da anti-tese. 

Depois disso, o estágio da proposta foi considerado aceitável para continuar sendo avaliada. 

Neste momento, tal como naqueles filmes que o motorista para na estrada antes de escolher para qual lado vai em uma bifurcação, sua proposta precisa ser classificada como proposta preditiva (também conhecida como proposta tradicional) ou como uma proposta inovadora. 

Já adianto que não existe nem certo e nem errado, nesta etapa. Também não existe nem melhor e nem pior. 

Aqui precisamos entender, caso a proposta seja aprovada, como será feita a gestão do futuro projeto. 

Pois gerenciar projetos preditivos é muito diferente de gerenciar projetos inovadores. 

Talvez a empresa tenha recursos humanos disponíveis para mais um projeto preditivo, mas não tenha pessoas aptas a integrarem um time de inovação. 

Ou, por outro lado, pode dispor de recursos financeiros alocados para projetos inovadores e já esgotou todo o dinheiro para projetos preditivos. 

Por isso essa etapa é fundamental. 

Para que possamos classificar uma proposta como tradicional ou inovadora, aqui na Meliva nós utilizamos a Matriz de Inovação da PontoGet. 

Caso a proposta seja classificada como nível 1 ou 2, será tratada como um potencial projeto preditivo, competindo pelos recursos disponíveis para esse tipo de projeto. 

Da mesma forma, se a proposta for classificada como nível 3 ou 4, os recursos disponíveis para projetos inovadores precisam estar disponíveis. 

A prova de fogo 

Em todo grande final que se preze queremos ver algo apoteótico e merecedor de todo o desafio percorrido até aqui. 

Para isso, cada proposta passará pela sua última porta. E, para ganhar essa etapa, as pessoas que defenderam essa proposta desde o início devem convencer os decisores na empresa de que isso deve ser levado adiante, consumindo pessoas, tempo e dinheiro da empresa. 

Eu chamo essa fase de “passar do chefão”, em referência aos games que tem fases superdifíceis a serem superadas. 

O canvas do projeto 

No caso da proposta preditiva, o nosso framework sugere que as pessoas que estão vendendo esse projeto para a empresa dediquem esforços para preencher com todo o cuidado e esmero um canvas do projeto, também conhecido como Project Model Canvas. 

Este canvas foi projetado para que você possa pensar em todas as perguntas que bons gerentes de projetos farão a você no momento da sua apresentação. 

Pitch presentation 

Caso a proposta seja inovadora, a noção clássica de escopo de projeto não fará sentido algum. Por isso, o canvas do projeto não terá valor na sua tentativa de apresentar algo desse tipo. 

Para essa situação, aqui na Meliva elaboramos o Pitch Presentation. 

Este documento é projetado para que você possa contar a história da sua proposta, desde a ideia inicial até o atual momento, exatamente na ordem da etapa anterior de estágio da proposta. 

Assim, o documento de pitch presentation abordará a ideia inicial, o problema identificado, o perfil de cliente que sente as dores causadas por esse problema, um teste concierge para validar o cliente real e o problema real desse cliente, a validação da solução buscada, o produto mínimo viável (MVP) a ser lançado e até mesmo o produto disponível, caso exista. 

Agora é sim ou não 

Depois de lutar com o chefão, os resultados já são esperados. Ou você passa para a próxima fase e como item de conquista recebe os três recursos fundamentais, pessoas, tempo e dinheiro, ou será derrotado nesta tentativa. Mas, como em todo jogo difícil e desafiador, basta apertar o botão de reiniciar e tentar mais uma vez. 

Na minha experiência como gamer e como empreendedor, se eu jamais desistir de passar pelo chefão, a cada vez que aperto o botão de reiniciar vou me tornando mais forte e inevitavelmente acabo passando de fase. 

Sempre existe o botão de reiniciar 

E depois de tudo isso que você acabou de aprender com a gente, é importante saber que; caso uma proposta não passe pelos filtros que mostrei, ainda é possível salvá-la. 

Isso acontece porque, em nosso framework de seleção de projetos, consideramos que propostas que não atendam os critérios de seleção não podem ser melhoradas ou até mesmo aceitas no futuro. Por isso, o status dessas propostas recusadas é de ‘proposta não selecionada’. 

Somente depois de avaliada com mais atenção uma proposta pode ser definitivamente reprovada. Caso contrário ela pode retornar para o começo do framework para tentar novamente, mas, dessa vez, mais bem elaborada ou em outro momento mais propício na empresa. 

Com este artigo, podemos concluir que projetos precisam de três recursos fundamentais para serem executados em condições favoráveis: pessoas, tempo e dinheiro. 

Mas nem sempre teremos estes recursos disponíveis quando quisermos.  

E, mesmo que tivéssemos esses recursos para utilizá-los, precisamos avaliar se os projetos que queremos desenvolver devem consumir estes recursos, pois sabem que recursos são escassos nas empresas. 

Para mitigar os riscos de desperdiçar recursos valiosos, devemos ter critérios claros que devem ser seguidos por todos que desejam levar suas propostas para o patamar de projetos em desenvolvimento. 

E isso só acontecerá se essa sequência de critérios for atendida: 

  1. Alinhamento com as teses da empresa; 
  1. Não conflitar com as anti-teses definidas; 
  1. Estar em um estágio aceitável para ser levado adiante; 
  1. Ser classificado entre proposta preditiva ou inovadora, a fim de avaliar a disponibilidade de recursos; 
  1. Convencer as partes interessadas pela proposta em desenvolver essa iniciativa; 
  1. E, por fim, estarmos preparados para ouvir o provável não, e mesmo assim perseverar. 

Agora é com você! Que venha o chefão da última fase! 

Vandré Sales
Vandré Sales

CEO na Meliva
Design Thinking Specialist.
Professor e especialista em inovação corporativa.
Engenheiro de computação e físico com ênfase em quântica.

meliva.com.br/
29 de outubro de 2021/1 Comentário/por Vandré Sales
https://meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/10/externa-4.png 524 780 Vandré Sales https://www.meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Meliva-horizontal-roxo-laranja.png Vandré Sales2021-10-29 10:09:492021-11-03 10:19:53Quais projetos devem ser desenvolvidos?
Estratégia

Tamanho do mercado: aprenda a calcular!

Imagine que alguém com muito dinheiro te procurasse e fizesse a seguinte proposta: 

“Eu preciso diversificar meus investimentos e acredito que você pode ser um grande sócio em um novo negócio. 

Entretanto, estou em dúvidas sobre investir em uma fábrica de garrafas de plástico ou em uma joalheria de pedras raras. 

Em qual dos dois negócios você acha que vale mais a pena arriscar?” 

E aí? Qual seria a sua resposta? 

E, caso escolhesse umas das opções, gostaria de ser reconhecido como a pessoa que vende garrafas de plástico para água mineral ou a pessoa que vende as joias mais raras e belas? 

É sobre situações como essas que vamos tratar neste artigo. Afinal de contas, como dimensionar o tamanho do mercado? 

A fábula do vendedor de sapatos 

No mundo dos negócios, eu já ouvi diversas vezes a história do vendedor que sapatos que foi enviado para expandir o mercado da empresa na qual trabalhava. 

Eu vou contá-la agora, com as minhas palavras. 

Era uma vez uma empresa líder de mercado para sapatos sociais. Essa empresa ficou tão grande que, em toda Europa e nas Américas, haviam lojas destes calçados masculinos. 

O dono da empresa se viu em uma situação inusitada. A empresa cresceu tanto nos últimos anos que ficou estagnada em vendas, pois praticamente todos os potenciais clientes já eram consumidores da marca. 

Então, o presidente da empresa chamou os dois maiores vendedores do seu quadro de funcionários e lançou um desafio para ambos. 

“Vocês devem viajar até a África para descobrir novos mercados para a nossa empresa. 

Cada um será enviado para uma região diferente.”. 

Chegando lá, o primeiro vendedor percebeu que muitos países que ele visitava eram divididos em zonas tribais, onde a cultura milenar dos povos valorizava o costume de andar descalço sempre que possível. 

Imediatamente este vendedor ligou para seu chefe e disse: 

“Senhor, acho que devemos procurar outra região para vender nossos sapatos. Aqui quase todos andam descalços.”. 

O presidente da empresa, preocupado com a situação, ligou para o segundo vendedor e disse: 

“Seu colega acabou de me ligar dizendo que não há mercado para nossos calçados por aí, pois quase todos andam descalços. Na região que você está visitando as pessoas também andam descalças?”. 

O segundo vendedor disse: 

“Sim, chefe, aqui todos andam descalços. Estamos ricos!”. 

Depende da perspectiva 

Bem, é muito fácil perceber que estamos analisando o famoso dilema do copo meio cheio ou meio vazio. Tudo depende da perspectiva. 

O mesmo cenário pode ser visto como otimista ou pessimista, dependendo do ponto de referência. 

Então, se o investidor que te convidou a se tornar sócio de um novo negócio precisa da sua resposta sobre investir em uma fábrica de garrafinhas de água ou em uma joalheria de pedras raras, será necessário avaliar cada oportunidade pelo olhar otimista e pelo olhar pessimista. 

Assim, poderemos, com mais segurança, tomar decisões baseadas nas vantagens e desvantagens de cada oportunidade de mercado. 

Como não medir o tamanho do mercado? 

Ao longo da minha jornada de especialista em inovação, já avaliei incontáveis pitches de negócios que apresentavam o tamanho de mercado de diferentes maneiras. 

Contudo, as duas formas mais conhecidas de se medir o tamanho de mercado são: 

a) Número de potenciais clientes para o produto; 

b) Faturamento financeiro possível de ser atingido. 

Considerando apenas essas duas maneiras de medir o mercado, a mais frequente é, também, a mais imprecisa. 

Afirmar que o mercado é grande a partir do número de potenciais clientes é uma falácia ou, até mesmo, uma autossabotagem em que empreendedores inexperientes caem. 

Por que eu afirmo que medir o mercado a partir do número de clientes é perigoso? 

Porque esse número não traz consigo as verdadeiras informações que buscamos: 

  1. Quanto dinheiro podemos faturar? 
  1. Qual custo de produção devemos ter? 
  1. Qual percentual de clientes podemos atingir? 
  1. Quanto dinheiro vamos gastar para conquistar os clientes? 
  1. Qual será nossa margem de lucro com esse mercado? 

Por isso, quando afirmo que medir o mercado a partir do número de potenciais clientes, geralmente, é uma má ideia, estou dizendo que faltam argumentos lógicos e mensuráveis sobre a oportunidade de negócio. 

E, quando uma situação como essa acontece, uma técnica ainda pior de resolver o problema quase sempre é colocada em prática. 

As pessoas fazem o que chamamos de “maquiar os números”. Isso nada mais é que mentir de forma deliberada ou inconsciente para dar alguma sustentação técnica para o número de potenciais clientes. 

Bem, acho que você já sabe onde essa história vai acabar. E não será com um final feliz! 

Como dimensionar o mercado corretamente? 

Agora vamos deixar de lado a visão pessimista e olhar pelo ângulo otimista, que eu prefiro chamar de visão realista, pois nem sempre a conclusão será satisfatória. 

E isso não é ruim, pois chegar a um dimensionamento do mercado comprovando que se trata de uma oportunidade ruim, certamente, vai poupar todos os envolvidos de grandes frustrações e de prejuízos enormes, não é mesmo? 

Por isso, a minha opinião é enfática: sempre que possível, meça o tamanho de mercado pelo faturamento financeiro possível de ser atingido. 

A vantagem desse tipo de indicador é que somos obrigados a responder, previamente, aquelas dúvidas que poderiam inviabilizar o negócio. 

  1. Quanto dinheiro podemos faturar? 
  1. Qual custo de produção devemos ter? 
  1. Qual percentual de clientes podemos atingir? 
  1. Quanto dinheiro vamos gastar para conquistar os clientes? 
  1. Qual será nossa margem de lucro com esse mercado? 

Então, nossa resposta virá embasada por outras respostas prévias, que podem ser estimadas com uma precisão razoável. 

TAM, SAM e SOM 

Quando decidimos que o mercado que buscamos será dimensionado pelo potencial de receita, resolvemos parte do problema em medir corretamente o tamanho do mercado. 

Entretanto, é fundamental saber que existem três formas diferentes de medir o tamanho do mercado. E apenas umas dessas formas é a que desejamos saber. 

Essas três formas de calcular o tamanho financeiro do mercado que desejamos atuar são conhecidas pelos acrônimos TAM, SAM e SOM. 

Esses termos vêm da língua inglesa que em sua origem são escritas como: 

TAM – Total Available Market 

SAM – Serviceable Available Market 

SOM – Serviceable Obtainable Market 

Antes de detalharmos cada categoria de tamanho de mercado, acho fundamental deixar claro para você que os três se relacionam no conceito de subconjuntos, como representado a seguir: 

tamanho do mercado

Assim, o SOM é um subconjunto do SAM, que por sua vez é um subconjunto do TAM. Matematicamente, queremos dizer que o SOM jamais será maior que o SAM e, consequentemente, o SAM jamais será maior o TAM. 

Você se lembra que eu disse algumas linhas acima que, dentre as três formas de se medir o tamanho do mercado, apenas uma nos interessa de fato? Estava falando do SOM – Serviceable Obtainable Market. 

Portanto, siga adiante nesse artigo até compreender por que o SOM é nosso objetivo final. 

TAM: o tamanho do mercado total 

O primeiro tamanho do mercado é o TAM, que em nossa tradução para o português significa Tamanho Total do Mercado. 

Como o termo sugere, é impossível que seu mercado seja maior que o TAM. 

O TAM, tipicamente, representa uma fatia do Market Size (tamanho do mercado) que se obtém ao somar o faturamento de todas as empresas que atuam no mesmo setor da economia (que não é a mesma coisa de mesmo segmento da economia). 

Na prática, esse mercado jamais será atingido por nenhuma empresa em condições de competição aberta nos países de economia globalizada e de livre comércio. 

Caso contrário, uma empresa que atinge completamente o TAM necessariamente teria 100% de Market Share (participação no mercado) e seria imediatamente classificada como monopólio. 

Neste caso, as leis brasileiras antimonopólio e antitruste (e as análogas em outros países) passariam a ser reivindicadas pela concorrência. 

Deste modo, entendemos que atingir plenamente o TAM não é apenas difícil, mas é proibido. 

Quando algumas empresas chegam perto do TAM, como exemplo da Microsoft na década de 90, com o sistema operacional Windows, ou Google, com seu buscador web, e Facebook, com suas redes sociais, elas são investigadas e podem, até mesmo, ser obrigadas a se dividir em duas; ou vender parte de suas operações para a concorrência. 

Para que o TAM, em seu limite, possa ser compreendido numericamente, basta você entender que o TAM representa todo o faturamento anual que poderia ser obtido caso todos os potenciais clientes comprassem o produto que desejam. 

Por exemplo, como eu calcularia o TAM do mercado de feijão no Brasil? 

Primeiro, é importante entender que o mercado de feijão está em um setor de mercado que por sua vez faz parte do segmento de mercado de alimentação. 

tamanho do mercado de feijão

Assim, eu deveria seguir estes passos: 

1.   Estimar quantos brasileiros incluiriam feijão em sua alimentação, se pudessem escolher; 

(Vou considerar todos os brasileiros entre 1 ano de idade, que iniciam a alimentação sólida regular, e 77 anos de idade, que representa a expectativa de vida do brasileiro no momento do meu cálculo. 

Pelas minhas pesquisas, estamos falando de 210 milhões de pessoas que poderiam comer feijão no nosso país.). 

2.   Estimar quantos destes brasileiros tem poder aquisitivo para comprar feijão; 

(Para chegar a esse número, devo subtrair a quantidade de brasileiros que vivem na extrema pobreza hoje em dia. Em minhas pesquisas, descobri que, infelizmente, devemos retirar 13 milhões de pessoas que não tem dinheiro para comprar o feijão da sua alimentação no ano de 2020. 

Então, chegamos no número de 197 milhões de brasileiros que podem comprar feijão. 

Contudo, não posso afirmar que todos que podem comer feijão, querem comer feijão. Eu pesquisei bastante e não encontrei uma fonte confiável. Por isso, vou retirar 20% de consumidores, porque prefiro ter um valor final subestimado ao superestimado. 

Meus cálculos me dizem que 158 milhões de brasileiros comeram feijão no ano passado.). 

3.   Descobrir qual o consumo médio anual de feijão por brasileiro; 

(Neste dado, preferi não arriscar meu chute e busquei as estatísticas oficiais da Embrapa Arroz e Feijão afirmando que cada brasileiro consumiu, em média, 14,3kg de feijão em 2020.). 

4.   Consultar o valor médio pago pelo feijão pelos consumidores atuais;

(Em mais pesquisas por fontes confiáveis e oficiais sobre o mercado de feijão, descobri que, em 2020, o pacote de feijão 1kg foi vendido, em média, por R$7,00 no Brasil. 

Usando uma simples regra de três, encontrei o gasto médio de R$100,00 por brasileiro em seu consumo anual de feijão.). 

5.   Descobrir o valor total (em reais) dessa estimativa, ou seja, o tamanho do mercado. 

(Depois de todas essas contas, cheguei a valor final do mercado total de feijão no Brasil em 2020. 

O TAM do mercado de consumo de feijão no Brasil em 2020 foi de aproximadamente R$ 15,8bilhões.). 

tamanho do mercado de feijão no brasil

Logo, é tecnicamente impossível a qualquer empresa faturar mais de R$15,8 bilhões vendendo feijão para os brasileiros. 

Para chegar a esse valor de TAM, eu usei a técnica de dimensionamento de mercado classificada como Top-Down (de cima para baixo). 

Essa técnica é ideal para o cálculo do TAM, quando temos acesso aos dados estatísticos confiáveis e atualizados sobre o setor econômico que estamos pesquisando. 

E foi por esse motivo que escolhi calcular o TAM do feijão no Brasil, pois eu já sabia que temos dados muito precisos, gratuitos e confiáveis sobre este produto. 

SAM: o mercado aproveitável 

Agora que você já sabe como encontrar o TAM usando a técnica Top-Down, precisamos seguir adiante e dimensionar, corretamente, o SAM do mercado. 

Quando afirmamos que o SAM é o mercado aproveitável, podemos inferir que, possivelmente, o TAM não é aproveitável. 

Então, em nosso exemplo do feijão, o que poderia ser compreendido como mercado aproveitável? 

Agora, precisamos compreender quais os diferentes subconjuntos de mercados de feijão consumido pelos brasileiros. Assim, podemos direcionar nossos cálculos para o mercado ideal que queremos explorar. Esse será o SAM. 

Como curiosidade, o Brasil vem sendo o maior produtor mundial de feijão comum. Entretanto, o feijão comum por aqui tem treze tipos diferentes de cultivos, que são: 

  1. Feijão Azuki ou Adzuki; 
  1. Feijão Bolinha ou Manteiga; 
  1. Feijão Branco; 
  1. Feijão Carioca; 
  1. Feijão Cavalo; 
  1. Feijão Fradinho; 
  1. Feijão Jalo; 
  1. Feijão Mulatinho; 
  1. Feijão Preto; 
  1. Feijão Rajado; 
  1. Feijão Rosinha; 
  1. Feijão Roxinho; 
  1. Feijão Vermelho. 

Dentre estes tipos, o feijão carioca é o mais consumido pelos brasileiros, representando 85% de todas as vendas. 

Então, se eu decidisse estimar o mercado de feijões especiais, um bom começo seria excluir o nosso famoso feijão carioca. 

Neste contexto, estamos falando dos 15% restantes do mercado que não representam o mercado de feijão carioca. 

E, nesse ponto, muitas pessoas falham nas estimativas, pois não basta calcular 15% dos R$15,8 bilhões que encontramos no cálculo do TAM. 

É esperado que o preço de feijões com menos oferta seja mais caro que o feijão carioca, pela conhecida regra de mercado conhecida por lei da oferta e demanda. 

Agora as contas podem ficar bem difíceis. Uma alternativa seria eu continuar usando a técnica Top-Down e buscar o preço médio de cada tipo que representa essa fatia de 15%, bem como o percentual de cada tipo nesses 15%. 

Como essa pesquisa pode ser muito demorada e complexa, decidi usar a técnica Bottom-Up (de baixo para cima), que consiste em analisar um cenário específico e assim generalizar para o cenário maior. 

A partir de agora, não tenho mais dados oficiais e confiáveis, mas posso usar o bom senso e analogias com outros mercados. 

Minha intuição comercial me diz que os tipos incomuns de feijões no Brasil devem custar, no mínimo, o dobro do preço do feijão carioca. 

Consultei na internet o preço de alguns tipos e me surpreendi! Na verdade, eles custam mais que o dobro. 

O valor médio que encontrei nas minhas pesquisas foi de R$18,00 por kg, contra os R$7,00 pelo quilo do feijão carioca. 

Mas, para ser ainda mais preciso, vou considerar que as pessoas consumidoras de feijões especiais não excluem o feijão carioca da sua dieta, portanto não comem exclusivamente feijões mais caros. 

Neste caso, vou estimar que, dos 14,3kg de feijão per capita desses consumidores, metade vem do consumo de feijões especiais, ou seja, 7,15kg de feijões mais caros. 

Agora, tenho informações suficientes para estimar o SAM do mercado de feijões especiais no Brasil. Meus cálculos apontam para um valor de R$3 bilhões para tamanho alcançável desse mercado premium. 

SOM: o mercado acessível 

Por último, e mais importante, devemos estimar o SOM. 

Como já havia dito, o nosso objetivo é conhecer o mercado acessível. Esse mercado representa a maior receita que podemos faturar com um produto específico no mercado. 

Quando decidimos inovar, entendemos que é necessário foco para aliviar dores muitos específicas dos nossos clientes, permitindo que esses clientes obtenham ganhos valiosos na sua percepção de valor. 

Levando em consideração este pensamento e resgatando nosso exemplo baseado no mercado de feijão, vamos estimar, finalmente, o SOM que consolida este artigo. 

Em todos esses cálculos e pesquisas que fiz, convergi para um produto de alto valor agregado, consumido por uma parcela restrita dos consumidores brasileiros. Entretanto, ainda não posso afirmar o que estou vendendo, concorda? 

Será que faz sentido ofertar feijões caros para pessoas ricas? Eu não acredito que isso seja uma proposta de valor convincente. 

A proposta de valor que quero entregar é: alimentação saudável e nutritiva para pessoas que buscam fontes de proteínas vegetais com alta absorção pelo organismo. 

E, pesquisando, descobri que o feijão azuki é o mais indicado para atender essa proposta de valor. 

E, como prometi que a alimentação será saudável, vou oferecer feijão azuki orgânico. 

No dia que escrevi este artigo, o quilograma do feijão asuki orgânico estava sendo vendido, no Brasil, por R$50,00. Isso representa um produto premium que custa 700% do valor do feijão tradicional carioca. 

Com esse valor em mãos, me perguntei: “Qual é o perfil de consumidores de produtos orgânicos no Brasil?”. 

Em mais algumas pesquisas na internet, encontrei alguns artigos científicos e pesquisas que apontam esse perfil. 

De acordo com a Organis, entidade setorial dos orgânicos, 1 em cada 5 brasileiros consome produtos orgânicos. 

Em outra fonte de pesquisa, um artigo de submissão que encontrei na USP cujo título é “Perfil dos consumidores de produtos orgânicos no Brasil”, afirma que, em sua maioria, são mulheres entre 30 e 60 anos, com nível superior completo e renda familiar entre 4 e 8 salários mínimos.   

Cruzando essas duas informações, fiz algumas contas e concluí que temos 6 milhões de brasileiros que consomem produtos orgânicos regularmente. 

E isso me diz que temos um mercado acessível, isto é, um SOM de R$2,15 bilhões referente ao mercado de feijão premium orgânico para pessoas que buscam saúde e nutrição de base vegetal. 

tamanho do mercado SOM

A conclusão que tiramos de tudo isso é que estimar o tamanho do mercado é mais complexo do que geralmente pensamos. 

Além disso, entendemos que um erro muito comum é medirmos o tamanho do mercado pelo número de potenciais clientes e não pelo faturamento monetário possível. 

Outra falha muito recorrente é acreditarmos que o TAM é suficiente para estimar o tamanho do mercado. Isso causa uma falsa impressão de um mercado muito maior do que, de fato, representa. 

Precisamos lembrar que estamos, sempre, em busca do SOM. 

E, para finalizar, compreendemos que há duas técnicas para estimar o tamanho do mercado: Top-Down e Bottom-Up. 

A primeira técnica é indicada quando possuímos dados estatísticos confiáveis e disponíveis sobre o mercado que estamos pesquisando. Já a segunda técnica é mais indicada quando esses dados são escassos ou vêm de fontes não confiáveis. 

E aí? Se aquele investidor te perguntasse novamente, se vale mais pena investir em uma fábrica de garrafas plásticas ou em uma joalheria de pedras raras, você conseguiria embasar sua resposta comparando o SOM desses dois mercados? 

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Vandré Sales
Vandré Sales

CEO na Meliva
Design Thinking Specialist.
Professor e especialista em inovação corporativa.
Engenheiro de computação e físico com ênfase em quântica.

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26 de outubro de 2021/0 Comentários/por Vandré Sales
https://meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/10/externa-1.png 524 780 Vandré Sales https://www.meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Meliva-horizontal-roxo-laranja.png Vandré Sales2021-10-26 15:42:002021-11-03 18:11:37Tamanho do mercado: aprenda a calcular!
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