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Agilidade

Defina o ritmo e meça o avanço

Definir um ritmo que seja sustentável e medir o avanço de um projeto não é tarefa fácil, mas algumas ferramentas e técnicas podem nos ajudar.

Quando temos um projeto ou uma demanda para entregar, o grande desafio pode ser o de ter uma constância que seja compatível com a capacidade do time.

O fato de ter que gerar entregas e ainda lidar com as interferências do dia a dia pode ser o grande desafio nessa jornada.

Vamos entender como podemos garantir um ritmo sustentável e ainda medir se as entregas realmente estão acontecendo conforme o planejado.

Projetos e rotinas

Por definição, projeto possui início meio e fim. Isso significa que existe uma data para ser finalizado.

Quando planejamos um projeto e definimos uma data de entrega, estamos alimentando as expectativas de todos os envolvidos e isso, assim como muitas outras variantes, tem os pontos positivos e os negativos.

Como pontos positivos podemos citar que neste caso existe um alinhamento do que será entregue e quando. Por outro lado, caso as expectativas não sejam atendidas, as frustações podem atrapalhar o bom andamento do projeto.

Para que se possa datas mais assertivas, é preciso um bom planejamento e alguns pontos devem ser levados em consideração durante esse planejamento.

Se o planejamento for para um projeto, é preciso pensar que interferências de tarefas do dia a dia poderão afetar a execução das entregas, como ilustra  imagem 1.

A imagem 1 ilustra um cenário onde uma pessoa planeja trabalhar duas horas, durante um período de dez dias úteis, totalizando vinte horas de trabalho.

Durante a execução, por diversas interrupções, a pessoa consegue trabalhar apenas meia hora por dia, tendo um total de cinco horas realmente trabalhadas.

Essas interrupções provavelmente prejudicarão as entregas, pois em condições normais, fazer o mesmo trabalho que precisaria de vinte horas em cinco pode não ser exequível.

Um dos pontos primordiais durante o planejamento é prever a quantidade de tempo que a pessoa realmente vai se dedicar às atividades do projeto.

Para isso uma boa negociação e uma boa definição de atividade serão necessários para não haver muita diferença entre o planejado e o executado.

Planejamento da capacidade

Quando falamos de capacidade precisamos entender que uma atividade ou entrega que leva duas horas para ser executada somente levará duas horas se tiver dedicação total durante a sua realização.

É comum planejarmos uma atividade em duas horas, por exemplo, e nos esquecermos que temos outras diversas atividades em paralelo para fazer.

Normalmente temos oito horas de trabalho durante um dia e precisamos distribuir essas horas com várias atividades. No entanto, dificilmente conseguiremos dedicar as horas, horas para produção, pois temos pausas e interrupções que nos roubarão alguns minutos ou mesmo horas durante esse período.

Para reduzirmos essa probabilidade, durante o planejamento precisamos entender e prever uma quantidade de tempo para projetos, construção de algo, e horas para rotinas diárias e possíveis interrupções.

A imagem 2 nos ajuda a visualizar esse cenário.


Imagem 2 – Planejamento de projeto e rotina

Ao planejarmos uma entrega e definirmos as atividades precisamos estimar quantas horas realmente iremos trabalhar. No exemplo, o planejamento estima duas horas diárias, durante um período de dez dias, tendo um total de vinte horas de trabalho.

Caso a pessoa tenha oito horas de trabalho diárias, ela terá uma dedicação de duas horas desse período para o projeto e as outras seis horas serão distribuídas em outros projetos e demandas concorrentes.

Mesmo sabendo que temos oito horas de trabalho diário, inevitavelmente não conseguiremos dedicar cem por cento desse tempo para produzir. Vejamos um exemplo simples: Chegamos oito da manhã, tomamos um café de dez minutos, temos necessidades fisiológicas, ligações, e-mails para ler, dentre outras coisas. Diariamente, dependendo da pessoa ou do cenário, até mais de uma hora podem não serem consideradas produtivas.

Esses minutos ou horas que não são dedicadas a produção não podem ser consideradas desperdiçadas, pois precisamos delas para repor as energias ou mesmo nos desligar de algumas tarefas por algum tempo até que encontremos a solução.

Por esses e outros motivos precisamos planejar o quanto realmente conseguimos nos dedicar à produção de atividade dentro de um período de tempo.

Outro fator importante sobre dedicação está ligado ao fato de que uma pessoa ou área pode levar duas horas para fazer uma atividade, desde que exista apenas uma para ser feita por vez.

Imagine que um departamento jurídico determine que um processo leva duas horas para ser analisado. Se chegar dez processos ao mesmo tempo, terá que ser feito um cronograma de análise, pois os dez não sairão em duas horas apenas.

Medir a produtividade

Vimos que manter o ritmo não é uma tarefa fácil e ainda precisamos gerar entregas. Para isso precisamos medir a produtividade.

Manter o ritmo apenas pode não garantir necessariamente que estamos gerando as entregas necessárias.

Existem diversas ferramentas, computacionais ou não, e técnicas que nos ajudam a medir se estamos entregando o que realmente precisa. Uma dessas ferramentas é o gráfico de Burndown. Vamos entender como funciona.

O gráfico de burndown nos ajuda a visualizar, de cima para baixo, a quantidade de atividades, entregas ou outro elemento na linha do tempo.

Imagine que em um período de dez dias uma quantidade de atividades precisa ser entregue. Nesse caso é estimada a quantidade de atividades dia e a quantidade de horas para realização de cada uma delas.

SPRINT 1Horas
Definir gestão de demanda20
Definir gestão de projeto20
Configurar gestão de demanda10
Configurar Gestão de Projeto15
Definir ideia8
Definir gestão de portfólio8
Configurar Gestão de portfolio4
Criar projeto modelo5
Seguir o fluxo do projeto6
Testar funcionalidades4
Restante100
Estimado100

No exemplo acima, cada atividade teve a sua estimativa de horas necessárias para sua realização, durante um período de dez dias.

Posteriormente essas atividades serão medidas ao longo do tempo.

Analisando os dados podemos notar que foram informadas as horas reais em cada atividade estimada. A atividade marcada em amarelo, “configurar gestão de demanda”, já gastou todas as horas estimadas e a atividade em vermelho “Configurar gestão de portfólio” já extrapolou em duas horas o estimado.

Olhando para o gráfico de burndown podemos analisar como está a entrega no quinto dia.

Em uma análise rápida podemos notar que a quantidade de horas necessárias para realizar as atividades não serão suficientes.

Isso se dá pelo fato de que mais horas foram gastas nos cinco primeiros dias da entrega. Essa visão ajuda o time a entender que, se o mesmo ritmo for mantido, a quantidade de horas disponível acabará e não será possível realizar todas as tarefas.

Essa análise pode ser feita diariamente, desde o primeiro dia da entrega, pois o quanto antes for descoberto o problema, maiores são as chances de corrigir em tempo hábil.

Assim como o gráfico de burndow, existe a possibilidade de medir o avanço, através do gráfico de burnup.

Fazendo a mesma analogia do gráfico de burndown, o gráfico de burnup mede o avanço de baixo para cima, mas a regra de utilização utiliza a mesma base: quantidade de algo a ser medido durante um período de tempo.

Conclusão

Definir o ritmo e medir o desempenho pode ajudar os times a entenderem a cada ciclo de medição se a velocidade está legal e as entregas estão ocorrendo conforme o esperado.

Assim como indicadores de projetos e demandas, é importante medir o ritmo do time para ver se a capacidade será suficiente, se velocidade está condizente com a necessidade do que precisa ser entregue.

Messias Reis
Messias Reis

Sócio-diretor na Mundo de Projetos e co-founder na Meliva
Professor de pós-graduação em agilidade e projetos.

12 de janeiro de 2022/0 Comentários/por Messias Reis
https://meliva.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Defina-o-ritmo-e-meca-o-avanco.jpg 720 1058 Messias Reis https://www.meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Meliva-horizontal-roxo-laranja.png Messias Reis2022-01-12 14:35:482022-01-12 14:51:39Defina o ritmo e meça o avanço
Agilidade

União de Scrum e Kanban aplicada a projetos

Quando pensamos em agilidade, entregas curtas de valor e em um ritmo sustentável, um dos principais frameworks que nos veem à cabeça é o Scrum.

O Scrum com as entregas através das sprints, o ritmo das reuniões diárias, as entregas na revisão e os alinhamentos na retrospectiva nos dá uma ideia clara de projeto.

Por outro lado, o kanban nos ajuda a dar visibilidade do fluxo de trabalho, com tudo aquilo que temos a fazer, o que estamos fazendo e o que já fizemos, tendo o conceito de pronto.

Neste artigo iremos fazer da união do Scrum com o kanaban, abordando os conceitos e aplicabilidades do Scrumban.

Um olhar projetizado no Scrum

O framework Scrum nasceu para nos ajudar a gerenciar projetos e entregar produtos nos mais altos padrões de qualidade, de forma contínua, e gerando valor constantemente ao cliente.

Uma das características do Scrum é que ele trabalha muito bem para coisas finitas, como projeto, que tem início, meio e fim.

Vejamos o fluxo do Scrum e façamos uma análise.

O Scrum se inicia com um documento de visão, que fornece uma noção em alto nível de tudo aquilo que o produto irá conter.

Avançando para o backlog priorizado, o framework trabalha para priorizar tudo aquilo que será entregue dentro de um período finito.

Nas sprints, que também são finitas, a depender do tamanho e complexidade do projeto, cada entrega gera um incremento no produto final.

Em cada revisão um entregável de valor acontece e na retrospectiva o time se reúne para analisar o que foi bom e o que pode ser melhorado.

Esse fluxo se repete até que todos os itens do backlog sejam entregues. Isso dá uma visão clara de que estamos falando de algo com início, meio e fim.

O fato de termos essa visão delimitada no tempo nos leva a refletir que o Scrum se aplica muito bem para projetos, que possuem uma característica ímpar de possui início e fim definidos pelo tempo.

Se formos pensarmos em rotinas do dia a dia o framework pode não entregar todo o valor que se espera. Para cada cenário temos que entender qual o melhor método de gestão precisaremos aplicar para obter os melhores resultados.

Um olhar processual no kanban

O kanban nasceu originalmente para resolver problemas ligados ao fluxo de trabalho contínuo, o que descaracteriza totalmente de projeto, realizado no Scrum.

Em sua configuração mais básica, o kanban nos traz três raias para que possamos trabalhar as demandas: a fazer, fazendo e feito, como ilustra a imagem.

O fluxo de trabalho aplicado ao kanban segue um sentido único, da esquerda para a direita, tendo sempre o objetivo de começar a terminar e parar de começar.

Como o fluxo do kanban é contínuo podemos associar que sua aplicabilidade se encaixa melhor para trabalhos contínuos e não a projetos.

Para entendermos melhor a aplicação do kanban, façamos uma análise da imagem com seu fluxo de trabalho.

Para que se possa gerenciar a quantidade de trabalho em progresso (Work In Progress – WIP) é importante que, ao se analisar se um novo card deva ser inserido, uma avaliação do que deva sair primeiro é primordial.

O montar o quadro kanban, os cards podem ser inseridos à medida da necessidade de capacidade do time, mas antes de incluir uma nova atividade, um olhar para o que já está em andamento deve ser realizado.

Importante terminar o que está em andamento para que possamos iniciar uma nova atividade (começar a terminar e parar de começar.

Esse é o fluxo padrão do kanban, que se aplica muito bem para trabalhos contínuos e fluxos que precisam ser gerenciados.

União de Scrum e kanban – Scrumban

A união do framework Scrum às boas práticas do kanban foi idealizada pelos mesmos criadores do Scrum, através do guia do Scrum para times que pode ser baixado gratuitamente no link: https://www.scrum.org/resources/kanban-guide-scrum-teams?gclid=Cj0KCQiA8vSOBhCkARIsAGdp6RTxxoDkP3eSXo00Glwg3jNaFaBN0sFmxedNGckaVhq1aSrBXo8BUWEaAltVEALw_wcB.

O guia nos dá algumas orientações valiosas de como unir esses dois universos para que possamos obter melhores resultados.

Para que possamos ter uma visão mais clara de como usar o Scrunban em nossos projetos, façamos uma comparação desses dois universos com a inclusão do terceiro elemento.

 KanbanScrumScrumban
PapéisSem papéis definidosPO, SM e TimeTime + papéis necessários
CerimôniasNão possuiReunião diária, planejamento da sprint, revisão e retrospectivaReunião diária e se, necessário, o planejamento da sprint, revisão e retrospectiva
FluxoContínuo – puxadoSomente executa o trabalho planejado na sprintContínuo – puxado. Não existe limitação de trabalho
ArtefatosQuadro kanbanBacklog, quadro de atividades, burndownQuadro kanban
EstimativasNão possuiTamanho de estórias, duração de sprint, releaseFluxo contínuo com estórias do mesmo tamanho
TimesEspecializadoMultifuncionalPode ser especializada
Limites (WIP)Conforme capacidade de trabalho na etapaTamanho de pontos/estórias suportadas em cada sprintConforme capacidade de trabalho de etapa
BacklogJust-in-timePriorização e estimativaJust-in-time: as estórias estão sempre prontas para serem puxadas

Através da tabela podemos fazer uma comparação entre o Scrum e o kanban e avançarmos para o Scruban, ressaltando que são orientações e boas práticas.

O kanban puramente não possui o time com papéis, diferentemente do Scrum que possui o Scrum Master, Product Owner e os desenvolvedores. No Scrumban o time será o necessário para gerar as entregas.

As cerimônias, como planejamento de sprint, revisão e retrospectiva só existem no Scrum. Sendo assim o Scrumban pode fazer uso e adaptações.

No kanban o fluxo é contínuo e no Scrum acontece o que precisa para entregar a sprint. Já Scrumban não existe limitação de trabalho, com o fluxo puxado.

No kanban o único artefato é o próprio quadro. No Scrum já existem aqueles artefatos que são gerados nas sprints. Por isso no scrumban o único artefato é o quadro com suas adaptações.

Não há estimativas para entregas no kanban, por ser contínuo. As entregas do Scrum dependem do tamanho das sprints com suas estórias e atividades. No Scrumban as estórias são sempre do mesmo tamanho.

O time no kanban é especializado e no Scrum é multifuncional ou multidisciplinar. No Scrumban ele pode ser especialista, assim como no Scrum.

O trabalho em progresso (Work In Progress – WIP) no kanban depende da capacidade de trabalho de cada etapa. Já no Scrum é limitado pela sprint. No Scrumban o trabalho é delimitado pela quantidade de trabalho de cada etapa.

Por fim, o backlog do kanban é em tempo real (just in time). No Scrum há a priorização. O Scrumban trabalho com o conceito de just-in-time com as estórias sempre para serem puxadas pelos envolvidos.

Conclusão

Perceba que há uma liberdade de adaptação quando se fala de Scrumbam. Importante que cada cenário seja avaliado para saber se o Scrum consegue entregar o valor necessário ou se será necessária uma adaptação juntamente com o kanban.

Uma análise importante que deve ser realizada é que existe Scrum sem kanban, existe kanban sem Scrum e existe Scrum com kanban.

Todos os frameworks e boas práticas disponíveis no mercado cabem análise para saber se se encaixam na demanda requerida para cada projeto ou rotina.

Receitas de bolo prontas dificilmente servem para todos os cenários. A experiência dos times, análise de ambiente, cultura e outros fatores podem influenciar na hora de se definir qual o melhor método de gestão que deva ser implantado.

Tire suas conclusões, compartilhe suas ideias e argumentos, para que mais pessoas possam usufruir desses importantes frameworks que vem ajudando milhares de pessoas ao redor do mundo a obter melhores resultados em projetos e trabalhos do dia a dia.

Um forte abraço e até a próxima.

Messias Reis
Messias Reis

Sócio-diretor na Mundo de Projetos e co-founder na Meliva
Professor de pós-graduação em agilidade e projetos.

12 de janeiro de 2022/0 Comentários/por Messias Reis
https://meliva.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Uniao-de-Scrum-e-Kanban-aplicada-a-projetos-1-scaled.jpg 1707 2560 Messias Reis https://www.meliva.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Meliva-horizontal-roxo-laranja.png Messias Reis2022-01-12 11:45:432022-06-24 10:32:03União de Scrum e Kanban aplicada a projetos
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